Ministérios Cristãos e Resultados

Erros e Ênfases equivocados sobre Ministérios e seus Resultados:

Os dois “ministérios” mais abusados, manipulados e defendidos são o de Pastor e o de Profeta. Quando se trata de Pastor, os ânimos se acendem e excitam por defender a função quase sempre unilateral de um homem frente a um povo; enquanto que ao que toca ao Profeta, o ardor chega até a incendiar uma defesa intolerante por defender a um homem, por causa dos supostos milagres que sejam evidentes. Aos Apóstolos eles diretamente os atiram.

Utilizar o contexto físico, material e cultural; incluso as circunstancias para legitimar tanto ministérios quanto seus resultados são completamente um estado de confusão existencial e perdição teológica bíblica. Numa interpretação séria das Escrituras se deve fazer o contrário: examinar o contexto em que eles aparecem para explicar a razão de tais resultados; não sua legitimidade. Se a opção for equivocada, são os governos cíveis os mais necessitados de profetas pelos perdidos em que se encontram; e as denominações seriam os espaços alvo prioritários para apascentar tantas pessoas perdidas e confusas. As ovelhas pertencem à Igreja, ainda que muitas estejam perdidas no mundo. Jesus realizou muitos milagres no contexto judaico-grego em que os primeiros requeriam sinais que O legitime, e os últimos, conhecimento que O faça superior. Já os milagres no Antigo Testamento com os Profetas, segundo Jesus, todos e tudo apontava a Ele, por tanto, eram preditivos do Profeta Jesus. Em Atos não há quase nenhum milagre. Nas epístolas não apenas não existem, como se apela à medicação, e se deixa um doente em casa sem solução. O caso de Tiago é estritamente relacionado aos hebreus, e num caso específico, num período de transição dos judeus para a fé, e no Apocalipse se nos encoraja aguardar o Milênio para não mais sofrer enfermidades nem misérias. Conclusão: O modelo profético do Antigo Testamento caducou; não existe mais. O Profeta para os governos e o mundo também caducou, por tanto, também o tipo mensagem. Hoje a mensagem é puramente a Palavra de Deus e o destinatário é somente a Igreja, num contexto em que o preditivo e as promessas do AT já estão cumpridos desde Cristo e em todo o NT. Pastores sempre existiram e existirão, porém, somente como função de amor para todos os tempos. Argumentar necessidade do povo hoje para legitimar ao Profeta no modelo antigotestamentario, e usar as denominações e as doutrinas particulares para legitimar a necessidade de Pastores, em ambos os casos, não passa de meras manipulações e absurdos babilônicos, ou seja, confusão e perdição no Modelo de Cristo, afetando em demasia à Igreja em muitos aspectos, porque nenhuma contenda desnecessária edifica a Igreja e cumpre com o Plano Eterno de Deus.

Pastores:

A figura do Pastor não existia no Antigo Testamento, nem existiu com Cristo nem com os Apóstolos durante o período da Bíblia, senão que veio a aparecer e tentar se perpetuar na Igreja ao redor do ano de 105-110 d.C. Sabe-se que foi um dos chamados “santos pais da Igreja” pela Igreja Católica, Inácio de Antioquia, quem estabeleceu a regra que durou por cerca de 200 anos na prática de Igreja evidentemente em decadência.

A palavra Pastor aparece 4 vezes referente a pastores de animais; 2 vezes pertinente a Jesus, e outras vezes metaforicamente em João 10 também referindo-se a Jesus, e duas vezes em Hebreus 13. 7 e 17 para uma definição de função de vários na mesma vez, como presbitério, como na única vez que ela aparece para atribuir-se a um homem-dom para a Igreja, em Efésios 4. 11. Só não existiam pastoras, porque tampouco existiam pastores até então.

Chamar a um homem Pastor e a uma mulher Pastora é tão absurdo como chama-los Padre ou Mãe. Enquanto que chama-los Apóstolo Profeta, Evangelista e Mestre não são absurdos, pelo fato de que descrevem claramente suas funções, e não uma posição de mando como foi estabelecida a do Pastor por uma tradição imposta. Ademais, seguindo uma linha desde Gênesis 49. 24 em que a menção é preditiva de Jesus até Hebreus 13. 17 que é a última de suas menções, todo guia de pessoas no amor exerce a função pastoral, posto que seja a função menos posicional e mais prática de todas, e aplicável a todos os ministérios, e não a uma posição exclusiva e única, muito menos unilateral. Contudo, já que a denominação Pastor virou costume, que se use para com homens e mulheres que genuinamente amem e se gastem pela Igreja principalmente, seria o minimamente justo.

Profetas:

A Figura do Profeta antigotestamentario ficou claramente descartada por Jesus, que afirmou que o último era João O Batista. Na sua transfiguração em Mateus 17 também ficou claro sua caducidade. A menção em Efésios 2. 20 não diz que apóstolos e profetas sejam fundamentos da Igreja, mas aqui Profetas se referem aos do Antigo Testamento representando-o, e os Apóstolos representando o Novo; nada mais, e o contexto deixa bem claro que o único fundamento da Igreja é Cristo.

O modelo antigotestamentario era preditivo e de promessas. O modelo do Novo Testamento é de Cumprimento de ambos, das predições acerca de Cristo e a Igreja e das promessas, e não para um governo, muito menos para o mundo; tampouco exercendo direção sobre as pessoas dela, senão, dentre os praticantes em 1ª Co 14 para consolação, exortação e edificação pessoal, e entre os ministros de Ef 4. 11 a edificação da Igreja visível e verdadeiramente UNA.

Conclusão: Na expressão “Ele mesmo concedeu uns para…” de Efésios 4. 11 se descrevem uma constituição específica de “alguns” para definitivamente serem tais ministros; o que pressupõe, necessariamente, que todos eles tiveram algum tipo de prova prévia para logo o Senhor no macro simbolismo da ascensão institui-los tais na Igreja. Em outras palavras, homens e mulheres provados por Ele, principalmente, e secundariamente pela Igreja. A Igreja dividida de hoje não tem mais autoridade para dirimir nem estabelecer quem deva ser instituído ministro, até mesmo porque o ato já foi feito uma vez para sempre e está consumado; mas também porque se o ponto de sua nascença não pode ser individualizado e determinado, sim, pode ser visualizada definidamente sua legitimidade pelo seu ponto de finalização deles, ou seja, o alvo deles. Qualquer alvo menor que a edificação da Noiva de Cristo, é absolutamente uma falácia, um mercado de fraudes e falsificações, mas os genuínos ministros de Cristo são seus amigos e podem se defenderem entre eles e recomendarem validamente para essa Igreja enferma de hoje. Dai que se deveria ouvir aos “apóstolos primeiro” e que cada “ministro” e a Igreja em geral julgue o seu ensino para só então determinar quem é quem.

Porque Deus é de ORDEM, a RESTAURAÇÃO destas verdades está nas mãos de verdadeiros Apóstolos que sejam bíblicos e imparciais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *