Será mesmo que na Igreja também escravizam à Mulher?

[1ª Parte]

A Igreja desde o seu nascimento até finais do 1º Século:

Muitos argumentam fortemente que os Apóstolos Paulo e Pedro estabeleceram um lugar secundário e de submissão para a mulher em relação com o homem, pelo que começarei desmistificando este conceito antes de iniciar com as respostas bíblicas à pergunta do título:

Começando do fim ao princípio, a Doutrina dos Apóstolos decorre completamente da Doutrina de Cristo e esta da do Pai. Não pode haver nem há contradição, nem aumento, retificação, e tampouco explicação. Há sim, interpretação do que fora manifesto nos princípios ou na essência pelo Filho, e em Cristo o que do Pai era mistério. Por exemplo, a Igreja, esposa para o Filho: no Pai esteve apenas em tipos e semelhanças; o Filho fala dela apenas em duas ocasiões, como descontando sua existência real, e Paulo afirma haver-lhe sido revelado o mistério.

Por outro lado, além da concordância entre os Apóstolos, Cristo e o Pai, a Doutrina era “dos Apóstolos”, não apenas de dois nem muito menos só de Paulo. Lucas escreveu com exatidão “tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar” (Atos 1.1).

Jesus jamais manifestara nos quatro Evangelhos inferioridade da mulher respeito ao homem; pelo contrário, a priorizou. Tampouco destacou aos homens para o ministério em Sua igreja. Ele nunca chamou a alguém para pastorear sua igreja, nem designou nem nomeou pastores. Só chamou enviou homens para o trabalho mais rude, o apostólico, e a mulheres o mais amoroso e pastoral, o de lavar os seus pés, o de cuidar de seu discípulo amado e o comunicar as boas novas da ressurreição a todos. Ao mais intratável dos discípulos escolheu para indicar-nos que a escola para o pastoreio era a lapidação da pedra para que o amassem mais que todos; a lição de João 21 tampouco destaca o sexo masculino em detrimento do feminino, senão a transformação, o crescimento e a maturidade distinguida pela sujeição do/a apascentador/a ao Espírito.

Algumas regras foram necessárias no começo da igreja com maioria judeus, até mesmo os apóstolos. Passaram-se os primeiros anos, a infância da igreja, e já por volta do ano 65 o escritor repreende a esses primeiros cristãos judeus que “devendo já ser mestres, ainda precisavam que se os ensinassem os rudimentos da Doutrina de Cristo”. Já Paulo escrevendo aos gálatas para toda a região da Ásia Menor, declara que em Cristo (a Igreja, a Graça, o Evangelho, a Nova Aliança não há nem varão nem mulher). Concluindo: As menções paulinas e petrinas sobre a mulher, com certez devem se limitar ao matrimônio em suas funções sexuais, quase que exclusivamente. Outras fundamentações históricas, legais e culturais claramente serviam para os fatores específicos do contexto e não pertencem a Doutrina Cristã.

Quando a Igreja amadureceu, já por volta do ano 95, havia já uma “senhora eleita” nos escritos joaninos, e o próprio Senhor Jesus declara odiar outra doutrina diferente, a chamada “Doutrina dos Nicolaitas” que pretendia estabelecer não apenas a distinção entre homens e mulheres, como ademais, um homem montado sobre outro. Daí a palavra “nicolaitas” do grego “Nico”: montado sobre, ou vencendo, e; “Laos”: povo, homens. A doutrina espúria ao Evangelho, a Graça, Cristo, a Nova Aliança, da Hierarquia.

Continua [2a Parte]

 

 

 

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