PIONEIRISMO EM PROSSOCIALIDADE NA AMÉRICA LATINA

Os Entendidos de SempreDocumento com Direitos Autorais de Tito Berry registrados:

Tomando por base as definições do principal idealizador desta rama da Psicologia, a Prossocialidade, o senhor Robert Olivar Roche da Espanha, as reelaboro ajustando-as a um objetivo maior e mais preciso segundo a Pró-Socialidade intrínseca à Fé Cristã contida na Bíblia.

Estas definições passam a vigorar como fundamentos da Pró-Socialidade para todo efeito necessário e legal ajustadas a uma dimensão mais compreensiva da ontologia humana, e a contemporaneidade em que as culturas no mundo todo estão em constantes mudanças e instabilidades que geram o deslocamento da identidade e o descentramento do ser humano, marcado de constante insegurança em suas apreciações reais de seu ‘eu’ e de suas realidades circundantes.

O que, necessariamente, obriga a que apliquemos toda genuína prossocialidade, não desde uma posição de superioridade do agente, mas sim de reconhecimento mutuo das genuínas realidades que contornam a carência, o acidente ou incidente a serem resolvidos, senão de mancomunidade fraternal.

Ademais, existem situações individuais e sociais que escapam do alcance dos programas de governo, das ações de missionários de fé, e de familiares, motivos pelos quais, dentre outros, o Agente Pró-Social não pode se atrelar a técnicas, e nem aos conhecimentos na matéria esboçados sem a dimensão da fé e da contextualização; e tampouco pode avançar para o lugar e o momento de crise sem uma boa dose de engenho para convencer da necessidade de mudança, e de urgência da ação na emergência, respeitando individualidades.

Não se deverá espiritualizar nada. Simplesmente reconhecer que nem tudo pode ser chegado a um acordo e resolver-se em mancomunidade absoluta. Às vezes, esta mancomunidade haverá de ser conquistada com a educação prévia, e a sensibilização dos interesses existentes e os desinteresses furtivos dominantes por alguma razão nem sempre determinante em ser reconhecida, mas sempre potável de se ter em conta prévio às ações prossociais.

Definimos as ações prossociais como comportamentos que, sem a busca de recompensas materiais, concordamos em que elas favorecem:

1º. em que será benéfico ao recompensas, para com o agente prossocial.  2º. Metas sociais objetivamente positivas; e que aumentam a probabilidade de gerar uma reciprocidade positiva de qualidade nas relações interpessoais ou sociais conseqüentes, melhorando a identidade, criatividade e iniciativa dos indivíduos ou grupos implicados, sarando situações e potenciando ao assistido para uma socialização reciprocamente edificante:

Outras pessoas ou grupos, segundo o critério que as partes concordarem assistido, e independente da não busca de

CLASSES DE AÇOES PROSOCIAIS

1. Ajuda física: Conduta não verbal que procura assistência a outras pessoas para cumprir um determinado objetivo, missão ou serviço, e criar consciência de pecado no sentido original da palavra em grego, que é “errar o alvo”, de necessidade, e de alternativa diferente, e a possibilidade de mudança. A ajuda deverá ser por acordo, na base da consciência mais aprimorada doa situação que se trate. Orientar à pessoa e a grupos de pertencia com presença física, conhecimento e recursos, na elaboração e realização de projetos socializadores.

2. Serviço físico: Conduta que mostra que o auxílio vem de Deus, e não de seus canais que somos nós, nem depende da bondade humana nos receptores e agentes, eliminando a preocupação por intervenções físicas que comprometam o cumprimento de uma tarefa ou missão, uma vez que aponta a concluir com a aprovação ou satisfação mutua, na fé e obras concretas resultantes dela. Não compromete nivelação ou méritos do receptor com a ajuda que receberá, senão apenas a concordância pela ajuda.

3. Dar e compartir: O ato de “mais vale dar que receber” deve ser uma real encarnação divina no agente prossocial que entrega objetos, alimentos ou possessões a outros, ou leva às pessoas ao empoderamento de seus direitos e deveres, perdendo sua propriedade ou uso: Na Prossocialidade o ato de dar implica que com ele vai parte de nossa vida que não esperamos que retorne a nós. É como “morrer a si mesmo”.

4. Ajuda verbal: Testar os objetivos da pessoa ou grupo receptor, demonstrando que os desejos e as nossas vontades já corrompidos podem não ser compatíveis com o melhor para eles, e da sociedade. Explicar ou instruir verbalmente, ou compartir idéias ou experiências vitais que sejam úteis e desejáveis para outras pessoas ou grupos, na consecução de um objetivo: O Objetivo deve ser por acordo, numa atitude não de superioridade, e sim de ajuda, levando às pessoas a ver claramente a necessidade ou raiz dela, antes de estabelecerem o Objetivo.

5. Consolo verbal: Expressões verbais para reduzir tristeza de pessoas afligidas ou em emergências, e aumentar o seu ânimo: Não se trata de bajulação ou de falar o que o outro deseja ouvir, senão aquilo que verdadeiramente venha a curar as tristezas interiores, a desesperação, e o desânimo. Cada agente (independente de religião) sente ter uma missão de vida, por isso mesmo exerce a função prossocial, então, preferentemente deverá estar calado, expressando empatia e escuta profunda antes que loquacidade que não condiz com a devida fidelidade a quem ou que nos envia com a mensagem. Logo, esta deve ser sincera, real e íntegra, não interesseira. Um agente prossocial não é mercador, posto que a sua missão é curar e consolar e edificar.

6. Confirmação e valorização positiva do outro: Expressões verbais para confirmar o valor de outras pessoas ou aumentar a autoestima das mesmas, incluso diante terceiros. (Interpretar positivamente condutas de outros, se desculparem quando necessário, interceder quando a pessoa ou grupo carece em absoluto de recursos para isto, mediante palavras de simpatia, elogio e motivação, ou intervenção acordada entre as partes). O Agente Prossocial é um mediador, e como tal, deve estar do lado dos pobres, dos enfermos, abandonados e maltratados, dos injustiçados, da mulher, dos órfãos, dos estrangeiros, e dos proscritos ou exilados injustamente, comumente rebaixados.

7. Escuta profunda: Conduta metaverbal e atitudes de atenção que expressa acolhida paciente, porém ativamente orientada aos conteúdos expressados pelo interlocutor em uma conversação. O Agente Prossocial não deve fazer nenhum tipo de proselitismo, nem tentará convencer idéias e conceitos diferentes. Nada fará sem acordo entre as partes. É um que põe o ombro para ouvir, muito mais que para falar.  Argumentos de resistência comumente representam mecanismos de defesa ou meios de fuga. Nem por isso se pode confrontar, porque o ponto é a escuta profunda do que não se fala ou se deixou de dizer, ou se esconde trás as palavras, até percebermos a real necessidade que ajudar a resolver.

8. Empatia: Condutas verbais que, partindo de um esvaziar-se voluntário de conteúdos próprios, expressa compreensão cognitiva dos pensamentos do interlocutor ou emoção de estar experimentando sentimentos similares aos deste. A empatia impede nos apresentar como profissionais, sequer nos justificar diante de uma atitude de resistência, senão mostrar-nos como membros do mesmo corpo que sente as mesmas dores e um só coração palpitando as mesmas dúvidas, os medos, as fobias, os mitos, as autocondenações, e clamor interior solitário e talvez até sem palavras.

9. Solidariedade: Condutas físicas ou verbais que expressam aceitação voluntária de compartir as conseqüências, especialmente penosas da condição, estado, situação ou desgraça de outras pessoas, grupos ou países. Nunca criticar a alguém porque a sua casa está caindo, se não formos capazes de ir com ele a levantá-la.

10. Presença positiva e unidade: Presença pessoal que expresse atitudes de proximidade psicológica, atenção, escuta profunda, empatia, disponibilidade para o serviço, a ajuda e a solidariedade para com outras pessoas e que contribua ao clima psicológico de bem-estar, paz, concordância, reciprocidade e unidade num grupo ou reunião de dois ou mais pessoas. “O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o do tolo, na casa da alegria” (Salomão em Ecl. 7:4. N.V.I.).

PROFISSÕES PROSSOCIAIS  A Prossocialidade se enquadra em absoluto na Ontologia, que é o ‘estudo do ser’. São atividades Ontológicas, por tanto Prossociais, a Ontologia propriamente, a Teologia e a Tanatologia ou Cuidados Paliativos, entre outras ramas do saber empírico e academizado.

Pioneirismo em Prossocialidade no Brasil

Autor: Justo Jorge Aranda

 

Gostou? Compartilhe!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *